Cliffside
Cliffside — Zanine house at sunset

Joatinga · desde 1968

O jeito Zanine de morar

A casa que José Zanine Caldas construiu para si.

Essência

Em 1968, Zanine escolheu uma pedra à beira de um penhasco para construir sua casa na Joatinga. Feita com madeiras resgatadas das demolições do antigo porto do Rio, a casa nasceu da paisagem em vez de se impor a ela.

Mais de meio século depois, a casa mantém a mesma atmosfera criativa e vocação para receber, inspirar e conectar pessoas.

Quando se pensa na obra do Zanine, vê-se que o mundo poderia ser um bom lugar de morar.
  - TOM JOBIM
José Zanine Caldas

O mestre da madeira

Moderno, com a essência do Brasil.

José Zanine Caldas acreditava que a matéria carregava uma inteligência própria.

Enquanto muitos arquitetos começavam o projeto pelo desenho, ele começava pela escuta: da madeira, do relevo, do vento, da luz e do lugar. Sua arquitetura não surgia da imposição de uma ideia sobre a paisagem, mas do diálogo com ela.

Décadas antes de conceitos como sustentabilidade e economia circular entrarem para o vocabulário contemporâneo, Zanine já construía a partir do reaproveitamento de materiais e do respeito aos recursos naturais.

Mais do que projetar casas, ajudou a formular uma maneira genuinamente brasileira de habitar. E foi nessa casa que essa visão encontrou sua expressão mais pessoal.

Linha do tempo

Cinco décadas, a mesma casa.

  1. 1968

    José Zanine Caldas constrói a casa para si, sobre a pedra da Joatinga, com madeiras de demolição resgatadas do antigo porto do Rio de Janeiro.

  2. 1968 — 1971

    Zanine vive aqui. A casa vira ponto de encontro informal de uma contracultura brasileira sofisticada — músicos, arquitetos, cineastas, pensadores.

  3. 1971

    A família Leite Barbosa adquire a residência e, ao longo das décadas, preserva sua identidade original — móveis, materiais e princípios.

  4. 2018

    A casa abre como Cliffside Boutique Hotel & Spa, mantendo peças assinadas por Zanine, Sérgio Rodrigues e outros mestres do design brasileiro.

  5. hoje

    Aberta à visitação e a vivências, a casa segue como cenário de grandes momentos — hospedagens, encontros, celebrações, filmes e campanhas. Um lugar vivo, em constante criação.

Arquivo · galeria histórica

Sala da casa onde a Bossa Nova foi rotina

Histórias da Bossa Nova

É peroba do campo,
é o nó da madeira.

Ao longo dos anos, a casa virou ponto de encontro para músicos, artistas, arquitetos e amigos. Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Gilberto Gil estão entre os nomes que passaram por aqui. Permanece na casa, a história sobre a revelação das primeiras notas de Águas de Março, quando a canção ainda era um rascunho num saco de pão.

"Estávamos na casa do Zanine quando ele começou a tirar as notas do violão. A música era grandiosa, me impressionou muito. E minha tia Helena foi uma das primeiras a ver a letra, rascunhada em um saco de pão."
— Paulo Jobim

Mais de 50 anos depois, a casa continua fomentando encontros, criação e conexão.

— O CONVITEJoatinga, RJ
Cliffside deck at sunset

Você é nosso convidado.

Por uma noite, por um dia, por um encontro. Te convidamos a habitar o Rio de Janeiro de uma perspectiva única.